A Federação das Empresas de Beleza (Febea) lança uma campanha nacional intitulada «Porquê substituir quando se pode recarregar?» por ocasião do Dia Internacional da Recarga, a 16 de junho de 2026. O objetivo declarado é aumentar a visibilidade das ofertas recarregáveis e integrar o «#RéflexeRecharge» nas rotinas de compra.
59% das consumidoras afirmam ter comprado uma recarga
O estudo realizado pela Senseva para a Febea em junho de 2025 indica que 59% das consumidoras de cosméticos afirmam ter comprado recargas ao longo do último ano. O inquérito inclui uma fase quantitativa realizada online entre 20 de abril de 2025 e 1 de maio de 2025 junto de 2 251 mulheres consumidoras de cosméticos, representativas em termos de idade, categoria socioprofissional e distribuição geográfica.
Obstáculos identificados: disponibilidade e informação
O relatório destaca os obstáculos à adoção: disponibilidade limitada nas lojas, falta de informação clara e desconhecimento da existência de recargas para certas categorias de produtos. A Febea esclarece que a recarga abrange atualmente diversas categorias – champô, perfume, creme, produtos para o cabelo, produtos de limpeza, desmaquilhantes, maquilhagem – e que se estende para além dos produtos de higiene.
Emmanuel Guichard, delegado-geral da Febea, observa que «A recarga responde a três expectativas muito concretas dos consumidores: reduzir as embalagens, controlar o orçamento e simplificar certos gestos do dia a dia. O desafio agora é tornar esta solução mais visível, mais compreensível e mais natural no momento da compra.»
Para Stéphanie Lumbers, diretora de desenvolvimento sustentável da Febea, «A recarga é um gesto simples, mas poderoso: permite prolongar a vida útil dos recipientes, reduzir as embalagens e, em muitos casos, controlar melhor o orçamento. O desafio agora é torná-la mais visível no momento da compra.»
Mais de uma dezena de marcas de cosméticos irão divulgar a campanha no mesmo dia, informando sobre as suas ofertas de recarga. A Febea apela a uma melhor identificação dos formatos recarregáveis – embalagens flexíveis, cartuchos, copos, recargas compactas ou frascos para transvasar – a fim de facilitar a ação por parte do consumidor.
A mobilização coletiva visa transformar uma escolha pontual num hábito de compra e reduzir, em grande escala, os resíduos de embalagem, prolongando a vida útil dos recipientes principais.








